O primeiro ponto ainda estava engatinhando quando o segundo apareceu de forma inesperada. Era sábado, eu lavava o carro num posto com meu filho e meus afilhados. Olhei para o lado e vi um carregador de carro elétrico instalado ali.
Fui até o frentista e perguntei quem era o gerente. Ele me apontou, fui conversar e expliquei que também estava montando eletropostos. Aos poucos ele abriu o jogo: o dono tinha comprado o carregador, o posto tinha bastante volume de carros e o carregador lento era ruim porque as pessoas ficavam muito tempo e carregavam pouco — ocupando uma vaga que poderia ser de um carregador rápido.
| Aspecto | AC 7 kW | DC 60–80 kW |
|---|---|---|
| Tempo médio na vaga | Várias horas | 20 a 40 minutos |
| Energia entregue por sessão | Baixa | Alta |
| Giro de vaga | Muito baixo | Alto |
| Faturamento por vaga | Pequeno | Bem maior |
| Perfil ideal | Condomínio e frota noturna | Posto, lavagem, rodovia |
Aproveitei a deixa e pedi para falar com o dono. O gerente passou o telefone e sugeriu que eu voltasse na segunda-feira. Voltei poucos dias depois, contei minha história e expliquei o que estava montando. Ele gostou e começamos a conversar sobre algo maior.
A proposta era substituir o carregador lento de 7 kW por uma configuração mais forte. Ele já tinha um de 60 kW e a ideia era colocar um de 120 kW ao lado. Mandei uma minuta de contrato. Depois de algumas conversas, veio a resposta com a capacidade elétrica disponível: dava para 80 kW, não 120.
Decisão rápida: se o ponto aguenta 80 kW, coloca 80 kW. Com um de 80 kW e outro de 60 kW, o posto ganha um volume bem interessante — e sai o lento de 7 kW, que ocupava vaga sem faturamento proporcional.
A dica forte é a mesma de toda essa saga: converse, sempre. Pergunte para o manobrista, para o frentista, para o gerente, para o dono. Se eu não tivesse perguntado, aquele eletroposto nunca teria existido.
