Diário do Eletroposto · Capítulo 5

A conversa difícil que me fez pensar em plataforma

Plataforma própria versus plataformas de terceiros: o que eu tirei de uma troca desagradável.

Nem todo mundo nos eventos quer dividir experiência. Conversei com uma pessoa que claramente não estava ali para ajudar quem começava. Mesmo assim, tentei extrair o melhor daquela troca. E saiu algo útil.

Na época, minha ideia era desenvolver a própria plataforma da Apollo Energy. Só que essa pessoa falou algo que me fez parar: plataformas de terceiros já têm muitos clientes. As pessoas entram nelas para pesquisar onde carregar, e isso pode fazer diferença no começo, quando o ponto ainda não tem tráfego próprio.

AspectoPlataforma própriaPlataforma de terceiros
Tráfego inicialBaixo, você constrói do zeroJá existe base de usuários
MargemVocê fica com tudoComissão por transação
Base de clientesÉ suaÉ da plataforma
MarcaIdentidade própriaVocê vira mais um card na lista
Flexibilidade de preçoTotalLimitada pelas regras da plataforma
Plataforma própria x plataforma de terceiros

Fiquei com ressalvas — e ainda tenho. Primeiro porque eu não tenho carro 100% elétrico: o meu é híbrido plug-in, com carregador lento e tomada Type 2, e raramente uso carregador na rua. Segundo porque depender só de uma rede grande me incomoda: você perde controle, margem e identidade.

Mas a hipótese é válida e eu quero testar. A resposta provavelmente está no meio termo: usar a rede para trazer os primeiros usuários enquanto constrói uma base própria de clientes recorrentes — com equipamento em OCPP 1.6J, 2.0.1 ou 2.1, você pode trocar de plataforma sem trocar o hardware.

No fim, ele se fechou: disse que não podia abrir muita coisa porque eu seria concorrente. Uma parte eu entendo. Outra eu discordo: o mercado brasileiro é enorme e nenhuma empresa sozinha vai saturar o volume de todo mundo. Por isso resolvi compartilhar essa saga.

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A Apollo Energy apoia desde a análise do ponto até a plataforma de gestão dos carregadores.