Com o contrato assinado e o engenheiro alinhado, eu não fazia ideia de como funcionava metade das coisas que apareciam nas conversas. Autotransformador, cabos, proteções, tipos de carregador, comunicação com a plataforma. Percebi que, se eu não me educasse, ia depender 100% dos outros e pagar caro por isso.
A primeira ferramenta que usei foi a inteligência artificial. Pedi explicações, pedi para simplificar termos técnicos, pedi exemplos. A IA não substitui um profissional, mas me ajudou a não chegar completamente perdido nas reuniões. Depois fui para o Google: artigos, vídeos, o básico de como um eletroposto funciona.
Mas o que mais ajudou foi conversar com fornecedores de equipamentos. Eu ligava, perguntava como funcionava cada peça, pedia para explicarem do zero. Foi assim que aprendi o que era um autotrafo, para que servia e quando era necessário.
Comparando as fontes de conhecimento
| Fonte | Melhor para | Limitação |
|---|---|---|
| Inteligência artificial | Traduzir termos técnicos rapidamente | Não conhece a realidade do seu ponto |
| Google / vídeos | Visão geral e referências | Muito conteúdo genérico e desatualizado |
| Fornecedores | Detalhes de equipamento | Viés comercial |
| Curso online | Base estruturada | Pouca prática de operação |
| Evento presencial | Números reais e networking | Exige iniciativa para puxar conversa |
Nesse meio tempo, fiz um curso que vi num anúncio no Instagram e aprendi bastante. Depois fui a um evento presencial de mobilidade elétrica, e isso foi outro nível: ver quem já estava no mercado, trocar ideia, ouvir problemas reais. Conto mais sobre esse evento no próximo capítulo.
A lição: ninguém nasce sabendo. Quanto mais fontes você tiver, mais confiança vai ter para decidir e conversar de igual para igual com quem executa o projeto.
