Diário do Eletroposto · Capítulo 7

Escolhendo o carregador — marcas, potências e conectividade

Como comparo fornecedores: IP55, Wi-Fi e 4G com comutação automática, OCPP e suporte no Brasil.

Depois de entender o que o ponto aguenta, chegou a hora de escolher o carregador. O mercado é gigante: fabricante chinês, distribuidor brasileiro, marca nacional que importa componentes e monta aqui. E a qualidade varia muito — produtos da China podem ser péssimos ou excelentes. Não dá para generalizar.

Não adianta olhar só preço. Para comparar bem, faça as mesmas perguntas para todos os fornecedores e anote tudo numa tabela.

CritérioO que perguntarMeu parâmetro
ProteçãoGrau IP do gabineteMínimo IP55 para uso exposto
ConectividadeWi-Fi, 4G, Ethernet e comutação automáticaWi-Fi + 4G com troca automática
ProtocoloVersão de OCPP suportada1.6J, 2.0.1 ou 2.1
SuporteDistribuição e assistência no BrasilObrigatório, mesmo com fábrica na China
GarantiaPrazo e o que cobrePeças e placa inclusas
StandbyConsumo sem carregarQuanto menor, melhor
ComponentesMarca de disjuntores e cabosPerguntar sempre e cruzar respostas
Preço totalPreço final com frete e todos os impostos, incluindo DIFALComparar sempre o valor absoluto, não o de tabela
Minha tabela de comparação de fornecedores

O preço que importa é o preço total, com impostos

Um cuidado que muita gente ignora: o preço do carregador não é o preço que você paga. O valor que conta é o absoluto, com frete e impostos embutidos. Aqui entra o DIFAL — o diferencial de alíquota do ICMS. Se uma empresa de outro estado, com ICMS de 6%, vende para São Paulo, você paga um DIFAL de 12% em cima. O orçamento bonito no papel pode virar outro número na hora de fechar.

E atenção ao detalhe: se a nota sai com ICMS destacado, beleza, você paga. Se não sai, é a empresa compradora que precisa recolher o DIFAL por conta própria. Ou seja, o imposto aparece de um jeito ou de outro — e isso muda bastante o custo final do projeto. Por isso, na minha tabela de comparação, a linha de preço é sempre o preço total, nunca o valor de vitrine.

Por que IP55 virou meu piso

A proteção contra água e poeira virou prioridade porque quero deixar o carregador exposto. IP55 protege contra poeira em quantidade suficiente e contra jatos de água, o que cobre a maior parte das situações no Brasil. Não adianta economizar no gabinete se a placa eletrônica morre na primeira chuva forte.

O detalhe que derruba faturamento: comutação de rede

Muitos carregadores têm Wi-Fi e 4G, mas não trocam automaticamente de uma rede para a outra como o celular faz. Se o Wi-Fi cair e o equipamento não migrar sozinho para o 4G, o ponto fica offline. E eletroposto offline é eletroposto sem faturamento. Ethernet é bem-vinda, mas secundária.

Outro critério de peso é o suporte no Brasil. Se o equipamento der problema, você não pode depender de mandar placa para fora ou esperar peça por 60 dias.

O segredo, que virou minha dica principal: pergunte ao fornecedor o que você ainda não perguntou. Peça uma característica diferencial do produto dele. É aí que aparece o que os outros não têm — e é assim que a tabela de comparação fica realmente útil.

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