Tudo começou num domingo, num restaurante. Eu estava no valet, entreguei o carro e, naquela conversa rápida com o manobrista, decidi arriscar:
“Você consegue me colocar em contato com o dono do estacionamento? Eu queria colocar um carregador elétrico aqui.”
Ele não me descartou. Disse que ia falar com o dono e pediu meu telefone. Eu expliquei rapidinho o que queria: instalar um carregador no estacionamento para começar a operar. Um mês depois, mandei uma mensagem, marquei uma reunião com o proprietário e fui contar a ideia pessoalmente.
A reunião: transparência total
Fui transparente. Falei que a empresa era nova, que eu ainda não tinha nenhum ponto instalado e que estava procurando um lugar para montar o primeiro eletroposto. Deixei claro que eu assumiria os custos de adequação e os carregadores. A única coisa que eu pedia era que ele disponibilizasse duas vagas para dois carregadores lentos de 7 kW.
O dono gostou da ideia — tanto que já quis montar algo grande logo de cara. Eu segurei a ansiedade dele e a minha e expliquei:
“O grande a gente faz, mas tem um processo mais complexo. Vamos começar com o pequeno para a gente sentir como funciona, e depois a gente escala.”
O que ficou no contrato
Assinamos um contrato com termos razoáveis para quem estava começando. Estes foram os pontos que eu não deixaria de fora em nenhuma negociação:
| Item | Como acordei | Por que importa |
|---|---|---|
| Vagas cedidas | 2 vagas exclusivas para recarga | Sem vaga garantida, o carregador vira enfeite |
| Investimento | 100% por minha conta (obra + equipamentos) | Reduz a resistência do dono do ponto |
| Energia | Medição separada e reembolso do consumo | Evita discussão mensal sobre conta de luz |
| Prazo | Contrato inicial com renovação | Tempo suficiente para pagar o investimento |
| Saída | Regra clara de retirada dos equipamentos | Protege o investimento se o ponto não performar |
Aquele primeiro ponto me deu confiança, aprendizado e uma história real para contar nas próximas negociações. Nesse meio tempo, continuei pesquisando o mercado, entendendo carregadores e aprendendo na prática o que nenhum curso ensina. Mas o primeiro passo foi simples: falar com alguém e perguntar.
