Diário do Eletroposto · Capítulo 1

O primeiro sim veio do valet de um restaurante

Como abordei o primeiro ponto e fechei um contrato inicial com dois carregadores de 7 kW.

Tudo começou num domingo, num restaurante. Eu estava no valet, entreguei o carro e, naquela conversa rápida com o manobrista, decidi arriscar:

“Você consegue me colocar em contato com o dono do estacionamento? Eu queria colocar um carregador elétrico aqui.”

Ele não me descartou. Disse que ia falar com o dono e pediu meu telefone. Eu expliquei rapidinho o que queria: instalar um carregador no estacionamento para começar a operar. Um mês depois, mandei uma mensagem, marquei uma reunião com o proprietário e fui contar a ideia pessoalmente.

A reunião: transparência total

Fui transparente. Falei que a empresa era nova, que eu ainda não tinha nenhum ponto instalado e que estava procurando um lugar para montar o primeiro eletroposto. Deixei claro que eu assumiria os custos de adequação e os carregadores. A única coisa que eu pedia era que ele disponibilizasse duas vagas para dois carregadores lentos de 7 kW.

O dono gostou da ideia — tanto que já quis montar algo grande logo de cara. Eu segurei a ansiedade dele e a minha e expliquei:

“O grande a gente faz, mas tem um processo mais complexo. Vamos começar com o pequeno para a gente sentir como funciona, e depois a gente escala.”

O que ficou no contrato

Assinamos um contrato com termos razoáveis para quem estava começando. Estes foram os pontos que eu não deixaria de fora em nenhuma negociação:

ItemComo acordeiPor que importa
Vagas cedidas2 vagas exclusivas para recargaSem vaga garantida, o carregador vira enfeite
Investimento100% por minha conta (obra + equipamentos)Reduz a resistência do dono do ponto
EnergiaMedição separada e reembolso do consumoEvita discussão mensal sobre conta de luz
PrazoContrato inicial com renovaçãoTempo suficiente para pagar o investimento
SaídaRegra clara de retirada dos equipamentosProtege o investimento se o ponto não performar
Itens essenciais do primeiro contrato de cessão de vagas

Aquele primeiro ponto me deu confiança, aprendizado e uma história real para contar nas próximas negociações. Nesse meio tempo, continuei pesquisando o mercado, entendendo carregadores e aprendendo na prática o que nenhum curso ensina. Mas o primeiro passo foi simples: falar com alguém e perguntar.

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