O curso online foi bom, mas o evento presencial foi outra história. Cheguei sem conhecer ninguém. Na hora do coffee break, decidi aproveitar cada minuto: sentava do lado de alguém e perguntava o que a pessoa fazia no mercado de mobilidade elétrica.
Foi assim que conheci gente que já tinha eletroposto. Eles me deram informações que eu não encontrava em lugar nenhum: faturamento real, marcas que compraram e gostaram, marcas de que se arrependeram, potências que funcionavam melhor para cada tipo de ponto.
A conversa que mudou meu plano
A conversa mais importante foi com um casal que tinha três eletropostos de 40 kW — um bico só, sem compartilhamento. Contaram que aquela potência já atendia bem o público deles. Na hora, algo clicou: eu tinha a ideia fixa de que precisava começar com 80 kW ou 120 kW para ser competitivo.
| Critério | 40 kW (1 bico) | 120 kW (2 bicos) |
|---|---|---|
| Potência real por carro | 40 kW sempre | 120 kW sozinho, 60 kW com dois carros |
| Infraestrutura elétrica | Menor exigência de carga | Costuma exigir aumento de carga |
| Investimento | Bem mais baixo | Alto, com obra maior |
| Tempo de retorno | Mais curto por ponto | Depende de alto volume |
| Aproveitamento | Atende a maioria dos carros de entrada | Só vale com carros que puxam alta potência |
Claro que nem toda conversa foi boa. Também encontrei quem não quis dividir experiência e quem tratou o iniciante com desdém. Faz parte. O importante é não deixar que isso te desanime.
O grande aprendizado: você não precisa começar grande para começar certo. Um carregador de 40 kW com um único bico entrega 40 kW de verdade, sem divisão. E o networking vale mais do que qualquer slide de palestra.
