Assinado o contrato, eu queria instalar dois carregadores de 7 kW. Mas antes de comprar qualquer coisa, precisei entender se o local aguentava. Foi aí que procurei um engenheiro eletricista que eu já conhecia — ele tinha feito um projeto no meu prédio — e expliquei a situação.
Fui direto: eu queria montar uma rede de eletropostos, não um projeto isolado. Por isso, não daria para pagar o valor individual de cada análise como se fosse um projeto residencial. Precisava de um parceiro que topasse fazer os projetos em volume, enquanto eu testava e instalava em vários lugares.
O que a análise elétrica responde
- Qual a carga disponível hoje no padrão de entrada e no quadro do local
- Quantos carregadores cabem e em qual potência, sem aumento de carga
- Qual o caminho de infraestrutura até as vagas e quantos metros de cabo
- Se é necessário quadro dedicado, proteções e aterramento novos
- Se vale pedir aumento de carga à concessionária — e o custo disso
O engenheiro fez o levantamento, verificou a carga disponível, mapeou o caminho até o quadro e me deu as primeiras orientações. Além disso, explicou algo que eu não tinha pensado: só o engenheiro eletricista pode assinar a documentação técnica, e muitos locais vão exigir isso para a apólice de seguro.
Ordem correta das etapas
| Etapa | Quem executa | Resultado |
|---|---|---|
| 1. Levantamento no local | Engenheiro eletricista | Carga disponível e limitações |
| 2. Dimensionamento | Engenheiro eletricista | Potência viável por vaga |
| 3. Orçamento de obra | Instalador / engenheiro | Custo de infraestrutura |
| 4. Projeto e ART | Engenheiro eletricista | Documentação para o local e seguro |
| 5. Instalação e comissionamento | Equipe técnica | Ponto energizado e testado |
A lição desse capítulo é simples: depois do sim do dono do ponto, o próximo passo é ter um engenheiro elétrico confiável do seu lado. Ele não é só quem assina o projeto — é quem te ensina, te alerta e te dá segurança para não errar no começo.
