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Recarga para frotas elétricas: como planejar a base de carregamento

Resposta rápida

O dimensionamento de uma base de recarga de frota parte da janela operacional, não do número de veículos. Divida a energia necessária por veículo (km rodados × consumo em kWh/km) pelas horas em que ele fica parado na base: isso dá a potência mínima por vaga. Com recarga programada e balanceamento, uma frota de 20 veículos costuma operar com potência instalada muito menor do que a soma dos carregadores.

A conta que define o projeto

Um veículo que roda 180 km por dia com consumo de 0,20 kWh/km precisa de 36 kWh diários. Se ele fica 9 horas parado na base, bastam 4 kW de potência média por vaga. É esse número — e não a potência máxima do carregador — que dimensiona a entrada de energia.

Recarga programada

  • Concentre a recarga fora do horário de ponta para reduzir o custo do kWh e evitar picos de demanda.
  • Priorize por turno: o veículo que sai primeiro de manhã recebe potência antes.
  • Defina um nível mínimo garantido de bateria para cada veículo no horário de saída.

Indicadores que a gestão precisa acompanhar

IndicadorPara que serve
kWh por 100 kmCompara eficiência entre veículos e motoristas
Custo por kmSubstitui o custo de combustível na planilha da frota
Disponibilidade dos pontosDetecta gargalo de recarga antes de virar atraso operacional
Energia fora de ponta (%)Mede o quanto a programação está economizando
Sessões interrompidasAponta defeito de cabo, conector ou veículo

Erros comuns em base de frota

  • Instalar um carregador por veículo sem avaliar a janela de parada — quase sempre é excesso de investimento.
  • Ignorar a demanda contratada e descobrir o custo no primeiro pico faturado.
  • Não integrar os dados de recarga ao sistema de gestão da frota, perdendo o custo por km.
  • Deixar a base sem redundância: um único ponto fora do ar já compromete o turno.

Recarga na rua como complemento

Mesmo com base própria, boa parte das frotas precisa de recarga externa eventual. Vale contratar acesso à rede pública com faturamento consolidado por empresa, para que o motorista não pague do próprio bolso e o custo entre no mesmo relatório da base.

Perguntas frequentes

Frota elétrica realmente reduz custo operacional?

Na maioria dos perfis urbanos, sim. O custo de energia por km costuma ficar entre um terço e metade do custo de combustível, e a manutenção é menor por haver menos peças móveis. O ponto de atenção é o investimento inicial em veículos e em infraestrutura de recarga.

Preciso de carregador DC na base?

Só quando a operação tem giro entre turnos e o veículo não fica parado tempo suficiente. Para frotas que recolhem à noite, carregadores AC são mais baratos, mais duráveis e suficientes.

Como controlar quem recarrega na base?

Por identificação de motorista ou de veículo em cada sessão, com relatórios por placa, centro de custo e período — o mesmo modelo de controle usado hoje com cartão-combustível.

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