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Quanto gasta de energia para carregar um carro elétrico

Resposta rápida

Um carro elétrico consome entre 0,15 e 0,25 kWh por km rodado. Com energia residencial ou de condomínio a R$ 0,80–R$ 1,20/kWh, cada 100 km custa cerca de R$ 12–R$ 30. Em eletroposto público, com tarifa média de R$ 2,20/kWh, o mesmo percurso sai por R$ 33–R$ 55.

A conta da recarga é mais simples do que parece: basta multiplicar o consumo do carro pelo preço do kWh no local onde você carrega. O problema é que cada cenário tem um preço de energia diferente — e muita gente confunde o custo do equipamento com o custo de operação.

A fórmula para calcular o gasto

Use a regra: km rodados × consumo do carro (kWh/km) × preço do kWh = custo da recarga. Se um carro consome 0,20 kWh/km, rodar 1.000 km por mês exige 200 kWh de energia. A R$ 0,90/kWh em casa, isso dá R$ 180/mês.

CenárioPreço do kWhCusto a cada 100 km*
Em casa (residencial)R$ 0,60 – R$ 1,20R$ 9 – R$ 30
Condomínio (tarifa com margem)R$ 0,90 – R$ 1,50R$ 14 – R$ 38
Eletroposto público ACR$ 1,80 – R$ 2,50R$ 27 – R$ 63
Eletroposto público DCR$ 2,00 – R$ 2,80R$ 30 – R$ 70

*Considerando consumo de 0,15 a 0,25 kWh/km. Carros compactos tendem a ficar na faixa inferior; SUVs e modelos esportivos, na superior.

Quanto o carro consome de fato

O consumo varia mais pelo uso do que pela marca. Trajeto urbano com muitas paradas é mais eficiente do que estrada a 120 km/h. Ar-condicionado ligado, modo esportivo e carga excessiva também aumentam o gasto. Na prática, a maioria dos elétricos vendidos no Brasil fica entre 0,15 e 0,25 kWh/km.

Perfil de usokm/mêskWh/mêsCusto em casa (R$ 0,90/kWh)
Urbano leve50075 – 125R$ 68 – R$ 113
Urbano moderado1.000150 – 250R$ 135 – R$ 225
Rodoviário / frota2.000300 – 500R$ 270 – R$ 450

Consumo dos 5 elétricos (100% elétricos) mais vendidos no Brasil

Os valores abaixo usam os dados de eficiência energética do PBEV/Inmetro e as baterias divulgadas pelos fabricantes. O consumo real varia com trajeto, velocidade e clima, mas a tabela serve para estimar quanto custa carregar cada modelo do zero ao cheio.

ModeloBateria (kWh)Consumo (kWh/100 km)Custo da carga completa em casa (R$ 0,90/kWh)
Renault Kwid E-Tech26,8≈ 11,5≈ R$ 24
BYD Dolphin Mini38,9≈ 13,9≈ R$ 35
BYD Dolphin44,9≈ 15,9≈ R$ 40
GWM Ora 0348,0≈ 16,5≈ R$ 43
Volvo EX3051,0≈ 16,5≈ R$ 46

A leitura é direta: um Kwid E-Tech carregado em casa sai por volta de R$ 24 para rodar cerca de 230 km; um Dolphin, por R$ 40 para rodar mais de 280 km. Mesmo o modelo com a maior bateria da lista gasta menos de R$ 50 por carga completa na tarifa residencial.

Consumo dos 5 híbridos plug-in (PHEV) mais vendidos no Brasil

O híbrido plug-in tem bateria menor e roda em modo elétrico por 50 a 100 km, usando o motor a combustão no restante do percurso. Para ele fazer sentido financeiramente, a recarga precisa ser diária — cada vez que a bateria acaba e o carro passa a queimar gasolina, o custo por km sobe.

ModeloBateria (kWh)Autonomia elétrica (km)Consumo elétrico (kWh/100 km)Custo da carga completa em casa (R$ 0,90/kWh)
BYD King DM-i18,3≈ 78≈ 23,5≈ R$ 16
BYD Song Pro18,3≈ 75≈ 24,4≈ R$ 16
BYD Song Plus18,3≈ 80≈ 22,9≈ R$ 16
Caoa Chery Omoda 518,3≈ 75≈ 24,4≈ R$ 16
GWM Haval H634,0≈ 170≈ 20,0≈ R$ 31

Repare que o consumo elétrico do híbrido plug-in é mais alto que o do elétrico puro, porque ele carrega motor, tanque e transmissão a combustão. Ainda assim, uma carga completa de casa custa entre R$ 16 e R$ 31 — menos que um quarto de tanque de gasolina para rodar a mesma distância em modo elétrico.

Consumo dos 5 elétricos intermediários mais vendidos no Brasil

Na faixa intermediária, os compradores já encontram carros maiores, com mais potência e autonomia, mas o consumo por km ainda se mantém competitivo. Esses modelos são comuns em frotas executivas, condomínios de alto padrão e entre famílias que rodam mais.

ModeloBateria (kWh)Consumo (kWh/100 km)Custo da carga completa em casa (R$ 0,90/kWh)
Renault Megane E-Tech60,0≈ 14,8≈ R$ 54
Peugeot e-300873,0≈ 16,0≈ R$ 66
Hyundai Ioniq 577,4≈ 16,5≈ R$ 70
Kia EV677,4≈ 17,0≈ R$ 70
BYD Seal82,5≈ 15,5≈ R$ 74

Apesar de maiores e mais potentes, esses modelos costumam ter consumo próximo dos compactos porque usam plataformas dedicadas a elétricos. Uma carga completa em casa varia de R$ 54 a R$ 74 — bem abaixo do custo de um tanque de gasolina para a mesma autonomia.

Consumo dos 5 elétricos de luxo mais vendidos no Brasil

Carros de luxo têm baterias grandes, tração integral e equipamentos pesados — painel, suspensão pneumática, isolamento acústico e sistemas de assistência. Tudo isso aumenta o consumo, mas a experiência de condução e a autonomia também sobem. Para quem compra nessa faixa, o custo da energia é uma fração do custo total de propriedade.

ModeloBateria (kWh)Consumo (kWh/100 km)Custo da carga completa em casa (R$ 0,90/kWh)
Porsche Taycan (RWD)79,2≈ 20,0≈ R$ 71
BMW iX xDrive50111,5≈ 19,5≈ R$ 100
Volvo EX90111,0≈ 19,0≈ R$ 100
Mercedes-Benz EQS 450+108,4≈ 18,5≈ R$ 98
Audi Q8 e-tron114,0≈ 20,5≈ R$ 103

Esses modelos levam baterias de mais de 100 kWh, então uma carga completa em casa pode passar de R$ 100. Porém a autonomia também é alta — geralmente acima de 500 km — e o custo por km rodado ainda é menor do que o de um SUV a combustão de mesmo porte.

Carregar em casa ou no condomínio

Em casa, você paga o kWh da concessionária mais impostos e bandeira tarifária. No condomínio, a tarifa costuma ter uma margem de 10% a 25% para cobrir manutenção, seguro e reposição da infraestrutura. Em ambos os casos, a recarga noturna é a mais barata: sobra capacidade elétrica e, em algumas regiões, o kWh é mais barato fora do horário de ponta.

Carregar em eletroposto público

O eletroposto tem tarifa de venda, que inclui o custo da energia, aluguel, manutenção, meio de pagamento e margem do operador. Por isso o kWh sai mais caro. Para quem não tem ponto em casa ou precisa de recarga rápida durante o dia, ainda assim costuma sair menos do que abastecer com gasolina.

Comparação com carro a combustão

CombustívelConsumoPreçoCusto a cada 100 km
Gasolina10 km/lR$ 6,00/lR$ 60
Etanol7 km/lR$ 4,50/lR$ 64
Elétrico (casa)0,20 kWh/kmR$ 0,90/kWhR$ 18
Elétrico (eletroposto)0,20 kWh/kmR$ 2,20/kWhR$ 44

Na prática, carregar em casa sai por um terço a metade do custo de abastecer com gasolina. Já em eletroposto, a vantagem diminui, mas ainda existe em cidades onde a gasolina está acima de R$ 6,00/l.

O que faz o gasto subir

  • Uso frequente de recarga rápida DC, que é mais cara por kWh do que a recarga noturna em AC.
  • Carregar até 100% e manter a bateria cheia por longos períodos — isso também acelera o desgaste.
  • Condução agressiva, velocidade alta e carga no teto, que aumentam o consumo em até 30%.
  • Perda de energia durante a conversão: parte do kWh que entra na rede não chega à bateria, especialmente em carregadores menos eficientes.

Como pagar menos na recarga

  • Carregue em casa ou no condomínio sempre que possível, preferencialmente durante a madrugada.
  • Use recarga rápida só quando for necessária; para o dia a dia, AC de 7 kW a 11 kW é suficiente.
  • Ajuste a programação do carregador para aproveitar tarifas diferenciadas, quando houver.
  • Para frotas, programe a recarga por turno e evite o horário de ponta da concessionária.

Perguntas frequentes

Carregar em casa é sempre mais barato que em eletroposto?

Na maioria dos casos, sim. O kWh residencial ou de condomínio costuma ser metade ou um terço do preço praticado em eletropostos públicos. A exceção são condomínios que cobram uma tarifa muito acima do custo da energia.

Quanto gasta por mês um carro elétrico?

Quem roda 1.000 km por mês gasta entre R$ 135 e R$ 225 para carregar em casa, e entre R$ 330 e R$ 550 em eletropostos, dependendo do consumo do carro e da tarifa.

O condomínio pode cobrar mais caro pelo kWh?

Sim, desde que aprovado em assembleia e de forma transparente. A margem costuma cobrir manutenção, seguro e reposição da infraestrutura. O ideal é que a tarifa seja revisada periodicamente e informada aos usuários.

Recarga rápida gasta mais energia do que a lenta?

O carro consome a mesma quantidade de kWh para repor a autonomia, mas o carregador DC tem perdas maiores de conversão e a tarifa do eletroposto é mais alta. Por isso, o custo final por km é maior na recarga rápida.

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