Alemanha bate novo recorde de eficiência fotovoltaica orgânica

nov - 12
2019

Alemanha bate novo recorde de eficiência fotovoltaica orgânica

Cientistas de vários institutos de pesquisa alemães, bem como da Universidade de Tecnologia do Sul da China, estabeleceram um novo recorde de eficiência para um módulo fotovoltaico orgânico. O grupo demonstrou um módulo de 12 células e 26cm² com eficiência de 12,6%. Os resultados foram confirmados pelo Instituto Fraunhofer para Sistemas de Energia Solar.

Um grupo de cientistas liderados pela Universidade Friedrich Alexander de Erlangen Nürnberg (FAU) estabeleceu um novo recorde de eficiência para um protótipo de módulo fotovoltaico orgânico.

O módulo mede 26,129 cm² e compreende 12 células conectadas em série. O módulo possui um fator de preenchimento de 95%, tensão de circuito aberto de 9,978 V e uma eficiência de conversão em relação à área ativa do módulo de 13,2%.

Essa conquista é o maior valor de eficiência já relatado para um módulo fotovoltaico orgânico desse tamanho, um recorde confirmado pelo laboratório de certificação independente da Fraunhofer ISE em Freiburg. A equipe era formada por cientistas da FAU, do Centro Bávaro de Pesquisa de Energia Aplicada, do Instituto Helmholtz Erlangen-Nürnberg de Energia Renovável e da Universidade de Tecnologia do Sul da China.

O resultado baseia-se na conquista anterior de 12,25% de eficiência do grupo para uma única célula fotovoltaica orgânica de 1cm², anunciada em novembro de 2018. Segundo a FAU, o novo módulo protótipo de 12,6% de eficiência representa um aumento de 30% em relação ao recorde mundial anterior de 9,7% para esse dispositivo.

O módulo foi produzido em uma produção piloto de megawatt para PV de filme fino, parte do Energie Campus Nürnberg. “Esse marco na pesquisa de semicondutores orgânicos mostra que os mais recentes desenvolvimentos de desempenho com eficiência de célula certificada de mais de 16% não se limitam à escala do laboratório, mas estão prontos para serem escalados ao nível dos módulos de protótipo”, explica o professor da FAU, Christoph Brabec.

A FAU observou que a eficiência do módulo é sempre ligeiramente menor que a célula, devido a áreas inativas e perdas de resistência, observando que uma das principais inovações desta pesquisa foi a minimização de áreas inativas por meio de um processo de estruturação a laser de alta resolução desenvolvido no laboratório.

Fonte: PV Magazine

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